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Lâmina Embarcação Este final de semana foi marcado por um encontro muito especial. Sabe aqueles mitos que são, de certa forma , responsáveis pelas escolhas que fazemos na vida? Francis Hime chegou à porta da rádio Inconfidência e, de dentro do carro, pudemos ver um sorriso largo de quem leva a vida de forma leve. Colírio e alivio. Um gênio tão próximo, tão simpático, acessível, gentil...a gente entende de onde sai tanta beleza musical. À noite, fui assistir ao show que produziria hoje....puro encantamento, de uma pessoa experiente e carismática em palco. Ouvir aquelas pérolas, parcerias com Chico Buarque, VInícius de Moraes e Paulo César Pinheiro, entre tantos outros, na interpretação de autor tão rico em melodias e harmonias...emoção pura. Hoje, o encantamento foi dele, ao ver desde bebês até senhoras bem idosas a cantar seus temas, pura alegria. Quando ele começou a interpretar "Embarcação", uma belíssima parceria com Chico Buarque. parei tudo que fazia e , como diz um amigo que me viu atrás do palco, abri as cataratas do Niágara. Chorei de aleria, de emoção, de cansaço, da sensação do dever cumprido, de poder olhar tão de perto para alguém que povoou meus sonhos adolescentes com sua beleza completa e musical. Escrito por Ana Cristina às 21h50 [ ] [ envie esta mensagem ] Para ilustrar Enquanto tudo se desembola por aqui, e minhs palavras todas têm sido usadas pra fazer projetos pra minha nova empreitada empresarial (depois eu conto), retomo o CD com os fabulosos desenhos do meu amigo músico e maluco Caio Gracco. E aí vai mais um. Ana
Escrito por Ana Cristina às 13h53 [ ] [ envie esta mensagem ] Achados e achados buscando umas imagens em CDs de back up, achei o texto abaixo. Então lá vai: ODE AO DESASSOSSEGO Comer e ficar pensando Comer e refletir Comer e se desesperar Comer e comer Olhar pro vazio ou mergulhar na novela, Fixar os olhos na tela sem texto Se afundar na poltrona e desejar Areia movediça Andar de um lado pro outro Transforma em quilômetro o corredor, a sala Chutar o banquinho, Rasgar todos os papéis e as contas a pagar Entrar cinco vezes seguidas na internet Em busca de alguma resposta, mesmo que em grego. Doce, salgado, líquido, sólido, Pastoso, grudento, seco, Calculadora desenhando números quaisquer Pra ocupar o tempo Contas sem sentido, somas de 2 + 1 Só pra encher o espaço Ó desassossego, falta de chão, Que me des(ocupa) Preciso trabalhar, preciso viver, preciso entender o que o Meira fala Mestre do descontrole sem sentido Deixa-me saborear, não devorar estas intenções Com manteiga e requeijão. Escrito por Ana Cristina às 02h54 [ ] [ envie esta mensagem ] ![]() Escrito por Ana Cristina às 11h41 [ ] [ envie esta mensagem ] Feliz 2005 ![]() Escrito por Ana Cristina às 10h25 [ ] [ envie esta mensagem ] poemanovo o que será que eu sinto o que pode ser isso falta, vazio, saudade de nada que valha a pena o corpo responde em dor o que sinto em deserto muita confusão no entorno e só penso em dormir, passar o tempo olhos fechados e cabeça repleta de imagens repetidas, reticentes, de ja vu o que será que sinto o que pode ser isso que teimo e cismo de imaginar e quando acontece, o corpo irradia o calor tudo arde, tudo aquece, tudo queima e o frio à volta perde completamente o sentido não há ninguém por perto que valha o toque de palavras prefiro mil tapas a dez frases que não me tocam Não quero um livro aberto de histórias sem sentido Prefiro desenhar páginas novas em um rascunho velho e rasgado prefiro arranhar um pano gasto pelo tempo a me envolver em sedas novas e insossas. Escrito por Ana Cristina às 21h46 [ ] [ envie esta mensagem ] Ele vai mesmo? Ele é estranho, daqueles doidos datados, que guardam, sob a aparência de chefes incontestáveis, uma nuvem de todas as loucuras permitidas ou não na década de 80. Diz que vai embora, mas sofre com isso. Cabisbaixo, conta os minutos e grita aos quatro ventos que quer ir. Mas as atitudes e os planos que deixa escapar entre dentes demonstram que ele quer mesmo ficar onde está. Tomara que fique. Escrito por Ana Cristina às 20h17 [ ] [ envie esta mensagem ] A perspectiva da morte Semana passada, comecei a sentir uns sintomas estranhos, fora da minha "hipocondria normal", geralmente cercada de dores nas costas. Foi tudo junto, estranho, intenso. Sem entrar em detalhes de sintomas, houve um momento que eu realmente achei que tava na hora. Pensei que estava mesmo pra morrer. Foi péssima a sensação de ter que me afastar do meu filho. De repente, eu pensava em como ele poderia ficar. Tive ímpetos de ligar e me despedir, dizer o quanto eu o amo, mas ele iria pensar que eu estava com alguma neura. Claro! Só consegui dizer: te adoro, viu? Outra preocupação que me tomou uma das madrugadas insones foi terminar o que eu me comprometi a fazer. Não posso morrer sem terminar meu trabalho, pensava. E, no auge de um dos sintomas, só pedia pra conseguir fazer o show da noite. Estou aqui, três dias após o show, viva, me sentindo melhor, mas ainda com sintomas estranhos. Não acho que vá morrer agora, mas penso seriamente em rever a receita do meu antidepressivo.
Escrito por Ana Cristina às 20h38 [ ] [ envie esta mensagem ] SOCORRO, MEU FILHO CRESCEUUUU! Mãe é esse ser que congela a imagem dos filhos naquele momento gostoso da infância e teima, a todo custo, em não deixá-la se desfazer da mente. Sábado fui assistir a um show do meu filhote de 16 anos, que agora virou roqueiro alternativo. Primeiro ele havia me proibido terminantemente de assistir, apesar do meu "mãetrocínio". Mas depois, talvez com medo de não haver platéia para aplaudí-lo, ele acabou cedendo aos meus apelos. Cheguei ao café, lotado de meninos e meninas de 16, 17, 18 anos. Fui sozinha e me senti uma idosa cercada de seres de outro planeta, cada qual com seu modismo: de darks a ripongas, de "Che-boys" com suas indefectíveis camisetas aos Nerds de plantão. Quando entrei, senti uma enxurrada de olhares na minha direção, foi engraçado. E eu, que tentava entrar escondidinha, pra não deixar o filhote constrangido, me senti ridícula. Mas tudo bem, o show foi bacana, o pessoal gostou, todos ficaram felizes. Na hora de ir embora, fui naturalmente até o meu filho e disse: vamos pra casa. Ele olhou pra mim do alto de seus 1m e 85cm e disse: mãe, agora vou sair com o pessoal.Vai dormir, vai. Ai, meu filho cresceu...e o que é pior, eu tô me achando na terceira idade!
Escrito por Ana Cristina às 08h51 [ ] [ envie esta mensagem ] SOBRE O TEMPO Porque o tempo pode apagar conversas, Mas o tempo jamais consegue dissipar carinhos Escrito por Ana Cristina às 08h58 [ ] [ envie esta mensagem ] Naquele Tempo Escrito por Ana Cristina às 20h23 [ ] [ envie esta mensagem ] Já que você pediu Teu email veio numa hora de desalento. Pensei que conseguiria fazer tudo desta vez, articulei, programei. Mas, pra variar barreiras se impõem, obstáculos surgem em proporções intransponíveis. Tento, eu tento sempre. Mas por que não dá? Momento de desalento total, de desgosto mesmo. Mais uma vez, vencida pelas circunstâncias. E eu só quero trabalhar e mostrar meu trabalho. Mais nada. O QUE HÁ DE MAL NISSO? Escrito por Ana Cristina às 20h29 [ ] [ envie esta mensagem ] Resposta ao meu querido Porto Croft Portinho, tu dizes com propriedade: "Nada como um bom portuga". E eu respondo: ..."Nada como um bom portuga", ou como um portuga bom: de prosa, de cama, de coração, de garfo, de ironia.
Não se fazem homens como os de lá, em diversos aspectos e, num exato caso particular, "naquele".
Se bem que, pela amostra e pelo que falam as boas e más línguas, as "vantagens aparentes"
costumam não ser nenhuma vantagem por lá.
A única coisa em que os portugueses não são muito bons é em interpretar sutilezas e ironias .
Mas no que eles são mesmo ruins : levar tudo ao pé da letra.
Não cabem metáforas, a não ser que o gajo seja poeta e , às vezes, nem nesses casos.
Sou apologista de um bom português, o vinho, o escrito, o falado, o olhado e o beijável, claro.
Desde que lhe haja pelo menos alguns dentes em bom estado, pois lembrei-me de outro problema
que não é necessariamente do bom português, mas de sua cultura e dos maus estomatologistas.
Ai, esses dentes ....:(((
Quando estive em Portugal, levava na bagagem , além dos 100 CDs, mais do que a fantasia
sobre o caráter irredutível dos portugueses.
Uma imagem cheia de reservas sobre a sua saúde dental e, claro, alguns boatos sobre suas enormes,
porém pouco usadas, "diferenças estruturais", naquelas terras de pseudo-pudicas.
Encantada que sempre fui pelos ares lusitanos, caí de boca numa daquelas bocas
não muito recomendáveis por aqui,
mas descobri que, aparências à parte, não é por falta de higiene que os dentes fogem,
mais pela questão cultural mesmo, que hoje já toma novos rumos.
Mas, dentições à parte, as outras e boas partes compensam tudo.
E o mais importante: por mais aparentemente rústicos que sejam,
os portugueses são bons de alma e coração.
Isso não se troca.
Recomendo.
Beijos.
Escrito por Ana Cristina às 23h59 [ ] [ envie esta mensagem ] uma foto do show Poemas A câmara é nova, então ainda estamos todos apanhando da tecnologia. Mas, mesmo desfocada, estas fotos ficam como uma amostra das cores que circularam no palco durante o show Poemas Musicados, em Ipatinga.
Escrito por Ana Cristina às 23h02 [ ] [ envie esta mensagem ] a Caravana volta à ação Com o aval da Lei Estadual de Incentivo e o patrocínio da USIMINAS, a caravana Poética está de volta. Em agosto, shows, oficinas, workshops, varais de poesia e muito mais. Abaixo, uma amostra do que aconteceu em Ipatinga, no espetáculo infantil Girafulô
Escrito por Ana Cristina às 22h59 [ ] [ envie esta mensagem ] |
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